sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O que eu também não entendo


Essa não é mais uma carta de amor

São pensamentos soltos, traduzidos em palavras

Pra que você possa entender

O que eu também não entendo

Amar não é ter que ter sempre certeza

É aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém

É poder ser você mesmo e não precisar fingir

É tentar esquecer e não conseguir fugir

Já pensei em te largar

Já olhei tantas vezes pro lado

Mas quando penso em alguém

É por você que fecho os olhos

Sei que nunca fui perfeita

Mas com você eu posso ser até eu mesma

Que você vai entender

Posso brincar de descobrir desenhos em nuvens

Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis

Posso tirar tua roupa

Posso fazer o que eu quiser

Posso perder o juízo

Mas com você eu to tranquila

Agora o que vamos fazer?

Eu também não sei

Afinal, será que amar é mesmo tudo?

Se isso não é amor, o que mais pode ser?

Estou aprendento também...

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