terça-feira, 29 de setembro de 2009

Veja bem meu bem

Veja bem, meu bem
Sinto lhe informar
Que arranjei alguém pra me confortar.
Este alguém está quando você sai
E eu só posso crer, pois sem ter você nestes braços tais.
Veja bem, amor.
Onde está você?
Somos no papel, mas não no viver.
Viajar sem mim, me deixar assim.
Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins.
Enquanto isso, navegando eu vou sem paz.
Sem ter um porto, quase morto, sem um cais.
E eu nunca vou te esquecer amor,
Mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.
Veja bem além destes fatos vis.
Saiba, traições são bem mais sutis.
Se eu te troquei não foi por maldade.
Amor, veja bem, arranjei alguém chamado SAUDADE.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

À Patryk...


Em homenagem ao meu querido Patryk, que no post passado citou Homero Lacerda...
Uma foto no momento em que ele escolhia a camisa do seu time...
Que Lord Shiva, Ganesh, Homero Lacerda (nesse caso so para o Sport), pai Edu, entre outros, ajudem nossos times, para que não caiam para a Série B, e que suas camisas valham mais que R$ 20,00.
=P

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Niver de Mamis


Só porque hoje é o niver de minha Mamis querida!!

Te amo mamadi!!

Ah, e 1 ano de blog =P

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Nós


Desde sempre aprendemos a conjugar os verbos nas pessoas "eu, tu, ele, nós, vós eles", mas nunca paramos pra pensar (pelo menos eu) no que significa cada "pessoa". Tenho pensado muito no que significa o NÓS.

Dependendo da frase que usamos, o nós pode ser o pronome pessoal, ou o plural de nó. Duas coisas completamente diferentes... será?

Só existe um nó se pegarmos duas pontas e entrelaçarmos de forma que isso não desate. Só existe o nós se duas pessoas se juntam através de uma amizade, amor, carinho, etc... e a partir do momento em que essas pessoas se separam não existe mais o nós, existe o eu e o ele.

Quando um nó desata existem várias explicações para isto. O nó pode não ter sido bem feito, as pontas podem ter se desgastado com o tempo, ou cada ponta seguiu um lado contrário com tanta intensidade que o nó se rompeu.

Da mesma forma se dá com o nós pronome. Se as duas "pontas" se juntam através de um sentimento superficial, é apenas uma questão de tempo para esse nós se romper. Esse nós, para que seja bem feito, deve haver cumplicidade, um conviver, ou seja viver com. É aceitar que as pontas podem ter diferenças, mas que isto não é impecilho para que o nós seja cada vez mais forte.

Esse nós não pode seguir para lados opostos, pode até ser de materiais diferentes, mas da mesma forma que nó é feito de duas partes que se tornam uma só, esse nós tem que caminhar para um mesmo lado. Se uma ponta puxa mais que a outra, tem-se que saber equilibrar, para que assim, esse nó não se rompa nunca!!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ser Geógrafo

Matéria Publicada no Diário de Pernambuco ontem, 31/08.
Pros que ainda não entendem bem minha profissão, vale a pena dar uma lidinha!!

Rotina longe da visão de gabinete

Geógrafos devem ter acima de tudo curiosidade. Profissão tem um campo de atuação bem diversificado, favorecendo a empregabilidade, mas o ensino continua sendo o carro-chefe
(Juliana Godoy // Especial para o Diario)

Gostar de conhecer novos lugares e se identificar com o trabalho de campo não é uma opção para os geógrafos. É obrigação. Para realizar seu trabalho, a maioria dos profissionais da área precisa passar alguns dias longe de casa, visitando regiões bem diferentes umas das outras. Mas não pense que você estará livre do dia dia de escritório e burocracias. Eles também fazem parte da rotina desses trabalhadores, só quem em menor escala. "Nosso trabalho é principalmente em campo, mas também precisamos emitir relatórios e pareceres técnicos. Lembrando o professor Manoel Correira de Andrade, a visão de gabinete leva o geógrafo a fazer generalizações, enquanto a visão de campo fornece o conhecimento de detalhes, de fatos que contrariam e evitam essas generalizações. No final o escritório e o campo se complementam", explica Josinaldo da Silva, analista ambiental da CPRH. Entre suas atribuições está o monitoramento e fiscalização de atividades causadores de danos ambientais. "Também fazemos identificação dos limites dasunidades, atuamos no controle de erosão, controle e monitoramento de espécies exóticas e invasores. Para isso precisamos realizar vistorias", conta.

Entender de tecnologia é lei na profissão do geógrafo. O tempo em que tudo era feito manualmente e a olho nu já passou. Hoje, cada vez mais, a profissão vem se informatizando e exigindo profissionais capacitados para lidar com a aparelhagem técnica. Quem não se encaixar no perfil, dificilmente conseguirá entrar no mercado de trabalho. "Trabalhamos com GPS na mão e um PDA, que é tipo um GPS só que com mais funções. Se a pessoa não souber como usar, não entender de tecnologia, como é que ela vai trabalhar?", indaga André Pereira , do IBGE , que ainda alerta: "Há dois anos informática não era tão necessário, mas hoje isso mudou. A cada dia a tecnologia avança para facilitar nosso trabalho e saber sobre ela virou pré-requisito para o geógrafo", avisa. Josicleda Domiciano, da UFPE, ainda garante que sabendo disso, o profissional consegue seu espaço no mercado de trabalho. "É um campo bem aberto, no qual existem várias possibilidades. Basta estar capacitado que ele conseguirá se engajar em qualquer instituição". E além de estar bem preparado, o geógrafo também tem que estar aberto a unir forças com outros profissionais. Josinaldo da Silva, da CPRH explica que a geografia é uma ciência multidisciplinar. "Podemos sim trabalhar sozinhos em algumas áreas, mas essa não é a tendência. Precisamos guardar a visão do estado de interação com os outros profissionais, inclusive com nossos colegas especialistas de outro campo da geografia", afirma.

Geógrafos devem ter acima de tudo curiosidade. Profissão tem um campo de atuação bem diversificado, favorecendo a empregabilidade, mas o ensino continua sendo o carro-chefe.
Se você é daqueles que adoram economia e estatística, mas ao mesmo tempo não vive sem história e de quebra ainda é bem curioso, então geografia deve ser um dos cursos da sua lista de opções no vestibular. A graduação, que também é oferecida no interior do estado, é encontrada em duas modalidades. A licenciatura e o bacharelado. Mas ambas envolvem noções multidisciplinares e exigem do candidato forte bagagem cultural e técnica. "O aluno verá de tudo um pouco. Geografia física, humana, noções de política, economia, estatística, geoprocessamento, gestão ambiental", explica a coordenadora do curso de licenciatura da Universidade de Pernambuco, em Nazaré da Mata, Rosalva Santos. Essa multidisciplinaridade acontece por conta da versatilidade desse profissional. Ao mesmo tempo em que ele pode ensinar em uma escola de ensino fundamental, também pode ser responsável pela contagem da população de determinada região, ou até mesmo pela análise do relevo de um lugar. "É trabalho dos geógrafos analisar e propor soluções para todos os problemas e mudanças ocorridos no espaço físico ou que tenha interferência humana e também sobre os problemas sociais e ambientais", acrescenta Josicleda Domiciano, chefe do departamento de geografia da Universidade Federal de Pernambuco. Josicleda ainda explica que não existe muita diferença nas funções que o geógrafo formado em licenciatura e o de bacharelado exercem. "Licenciatura é mais voltada para o ensino e o bacharelado para pesquisa, mas isso não impede que um desenvolva a atividade do outro. Mas o bacharel precisa de um mestrado para isso", alerta. Isso porque durante a faculdade de licenciatura os alunos já veem toda parte de ensino. "A gente dá cadeiras ligadas à área de práticas pedagógicas e ensino", afirma Rosalva. Mas para garantir que será um bom professor no futuro, Rafael Teixeira, 21 anos, estudante do 4º período da UPE ainda sonha em fazer pedagogia ao terminar o curso de geografia. "Minha família é quase toda de professores e sempre foi uma área que gostei muito. A geografia veio por consequência mesmo, por identificação", conta Teixeira que já está pondo em prática o que aprendeu durante o curso. "Eu e alunos de outros cursos da UPE formamos um cursinho preparatório para a prova da Escola de Aplicação daqui de Nazaré. Queremos dar oportunidade para os alunos de escolas públicas concorrerem com os quem vêm de escolas particulares", confessa. Para quem pensa em seguir os passos de Rafael é bom pesquisar sobre a área. "Muita gente acha que não vai trabalhar com o humano quando vem para o curso. E não é bem assim. A geografia não foca em um único sentido, ela se ramifica e você encontra áreas que nunca imaginou, como antropologia, economia, matemática e várias outras ciências", alerta Teixeira. "É um campo bastante aberto que envolve diversos setores", completa Josicleda.