segunda-feira, 29 de março de 2010

Saber Viver

Não sei se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olha que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar!

(Cora Coralina)

Só porque eu leio esse texto todos os dias assim que me levanto, é como uma oração diária, é com ele que eu estou guiando meus passos e minhas decisões. Palavras sábias...

terça-feira, 23 de março de 2010

E se não for amor?

Tanto melhor: vocês podem ser felizes!
Ivan Martins

Quantas vezes você, leitor ou leitora, já amou? Poucas, eu suponho. Na minha biografia, amor é coisa de se contar nos dedos: houve aquela menina na adolescência, a moça linda na faculdade, a paixão atroz depois da separação, o novo casamento... Até aí, nada de mais. Suponho que para todo mundo seja mais ou menos assim. Alguns contarão apenas um amor na vida toda. Raros terão tido muitos.
O que eu queria dividir com vocês é outra percepção, mais incomum. A de que o amor nem sempre é bom. Ou, posto de outra forma, que ele, frequentemente, perde para sentimentos supostamente menores que se revelam, ao longo do tempo, mais agradáveis e mais transformadores.
Parece um pouco abstrato? Não é. Se você já teve várias relações amorosas, terá percebido que elas variam de tamanho emocional. Há desde aquelas grandiosas, extra large, que parecem ser maiores do que a vida e causam a maior confusão, até aquelas relações menores, pequenas mesmo, que de tão discretas parecem não mexer com o conteúdo da existência.
O primeiro tipo a gente chama de amor. O outro a gente trata com menos cerimônia: é romance, namoro, caso. Coisa menor, enfim. Mas será que essas denominações refletem, verdadeiramente, a qualidade e a importância dessas experiências na nossa vida? Eu, francamente, já não sei.
Quando se é muito jovem ou quando se é abusivamente romântico, tende-se a colocar as grandes experiências amorosas no topo da nossa hierarquia afetiva. Aquela mulher, imagine, virou a minha vida de cabeça para baixo... Aquela outra, nossa, passei três anos tomado por ela... Essas experiências, mal comparando, são como o terremoto recente no Chile: eventos assustadores, únicos, inesquecíveis por suas terríveis consequências. O amor frequentemente é assim.
Em oposição a isso, há o outro tipo de relação. Sem grandes propriedades sísmicas, ela não chega abalando as estruturas, não põe a nossa vida do avesso e nem tem, aparentemente, os efeitos transformadores dos terremotos afetivos. Quando a gente as está vivendo, parecem coisas tranqüilas, divertidas, intensas no mundo dos sentidos e tão só. Ninguém confundiria essa paz e esse prazer com amor. Se você levanta, vai trabalhar e tem um dia tranqüilo não pode estar amando, certo? Pois é...
Acontece comigo, porém, que à medida que o tempo passa algumas dessas relações menores começam a brilhar na memória como grãos de ouro em meio à poeira. Eu olho para trás e as percebo nitidamente, com saudade. Às vezes é por causa do sexo leve, destituído das tensões que povoam os relacionamentos épicos. Outras vezes me lembro do convívio, igualmente despretensioso, que incluía passeios, ócio e nenhuma das conversas pesadas que parecem ser o oxigênio dos amantes intensos.
Quando eu olho para esses períodos e pessoas breves, enxergo sorrisos, olhos brilhantes, corpos contentes. Há nessas memórias uma espécie de felicidade corriqueira que parece ausente das memórias do grande amor. E há também uma deliciosa gratuidade – eu não estava preocupado em ser amado ou em ser abandonado. Eu simplesmente estava ali e era bom. Embora eu nem notasse quanto.
Hoje me parece que essas experiências, apesar da sua aparência modesta, têm grande importância na formação das pessoas. Elas ensinam calma e prazer. Elas nos inoculam com o vírus da segurança e do contentamento. Elas revestem a vivência afetiva de uma camada de normalidade que o grande amor, frequentemente, não tem.
O grande amor – sejamos francos – nos oprime, nos aflige, nos inquieta. Essas outras coisas, quaisquer que sejam seus nomes, nos libertam. Ao permitir que sejamos nós mesmos, sem medo e sem aflição, elas nos ensinam a ser felizes, em doses homeopáticas.
Oscar Wilde, homossexual e um grande cínico, disse uma vez que um homen poderia ser feliz com qualquer mulher, desde que não a amasse. Sempre achei que a frase continha um paradoxo insolúvel, mas hoje ela me parece compreensível, ainda que irônica.
De qualquer forma, o amor, o grande amor, o amor das nossas vidas, talvez esteja supervalorizado. Há outras coisas, igualmente importantes e talvez mais agradáveis, que precisam ser mais bem compreendidas e apreciadas. Mas talvez a gente precise de alguma inovação nessa área, de uma mudança de paradigma.
Da próxima vez que a sua parceira ou seu parceiro perguntar “você me ama” tente ser franco e responder “ainda não”, e acrescente: “e isso é muito bom. Significa que eu estou livre pra ser feliz e pra fazer você feliz”. Pode ser o começo de uma conversa muito boa.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Valeu, foi bom, ADEUS!

Fim de semana levemente desmantelado, meus pés ainda estão sentindo o peso de passar 6 horas descalça, pisando em sei lá o que, pulando, dançando, andando, etc...

Bom demais rever uma grande amiga e fazer novas amizades, dar muita risada!!

Valeu o show de chiclete tb, fazia tempoooo que eu não ia, são as mesmas músicas, as mesmas emoções e o mesmo divertimento!!

Claro que algumas músicas cantadas agora têm um outro sentido especialmente para o momento que estou vivendo, por isso postei essa música, que é velhinha, mas uma de minhas preferidas!!

PS - tô deprimida não hein, muito pelo contrário!!


"Porque será que tem que ser assim, a gente gosta, a gente ama, a gente muda.
E o tempo faz verdade nos teus olhos, deixa ver, solidão abusa.
Foi tão bonito, tão intenso, tão maravilhoso cada segundo.
E a vida nos revela a cada dia uma nova cena de um outro mundo.
Se chega, me beija, me olha nos olhos e me diz então 'valeu, foi bom, adeus.'
Não vou chorar, nem vou me arrepender
Foi eterno enquanto durou, foi sincero o nosso amor, mas chegou ao fim.
Guardei as fotografias, coloquei numa caixa vazia o que restou do amor."
Não vou chorar (Chiclete com Banana)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Biquini Cavadão


A cada show eu fico mais fã dessa banda, e principalmente de Bruno Gouveia, que é completamente louco!!!

Valeu a pena esperar até 4hs da manhã, valeu a pena ficar com os dedos dos pés dormentes, valeu a pena ter um calo estourado e ficar sem andar, e valeu mais a pena ainda ficar rouca de tanto curtir o melhor show que eu já fui!!!

As fotos e os vídeos não ficaram bons porque foram tirados de celular, mas dá pra se ter uma idéia de como eles sabem fazer um grande show.


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"VENTO VENTANIA ME LEVE SEM DESTINOOOOO"

sexta-feira, 5 de março de 2010

Dia da mulher

(Texto na Revista do Jornal O Globo)
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros...
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor..

Três dias.

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

segunda-feira, 1 de março de 2010

Superando


É engraçado como simples coisas da vida me fazem tão feliz!!

Depois de alguns dias, pensando, planejando, sonhando, superando, e se perdendo, bastou estar perto de amigos, rir, passear, sair de casa, pra ver como a vida é simples quando se quer.

E o mais fundamental de tudo é ir ao lugar mais perfeito... Gaibu!!

Olhar o mar, minhas pedrinhas, minha areia, minha paisagem, tudo isso me deixa muito mais leve, muito mais decidida, muito mais FELIZ!!!

Muita coisa ta acontecendo na minha vida a uma velocidade incrível... e o melhor de tudo isso é que só são coisas boas!!

Obrigada a todos que já faziam e que estão fazendo parte desse nova fase, desse recomeço!!

Amo todo mundo... principalmente os que me amam também!!!