sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O paradoxo do nosso tempo

" Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver, adicionamos anos à nossa vida, e não vida aos nosso anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópia do que nunca, mas nos comunicamos menos.

Estamos na era do 'Fast-Food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; dos lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a Era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a Era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma Era que leva essa carta a você, e uma Era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui pra sempre.

Lembre-se de dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua esposa(o) e às pessoas que ama.

Mas em primeiro lugar se ame... se ame muito e a Deus sobre todas as coisas.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm lá de dentro.

Por isso valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, SEMPRE." (George Carlin)

George Carlin nasceu nos EUA, foi humorista, ator, autor, pioneiro no humor de crítica social. Crítico acérrimo das religiões, ateu convicto, principalmente no sentido da culpa e do controle social, defendia valores seculares. Chegou a participar de vários filmes e séries de TV. Em junho de 2008 sentiu fortes dores no peito, vindo a falecer, aos 71 anos. (Fonte: Wikipédia)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Carlos Pena Filho

Do dia 19 de novembro de 2010 ao dia 16 de janeiro de 2011 estará acontecendo no Espaço Santander a Mostra "Carlos Pena Filho - 50 anos de memória", onde haverá exposições, palestras e mesas redondas sobre a vida e obra dele. Vale a pena conferir.

"A Solidão e sua Porta

Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar.
E quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha).

Quando, pelo desuso da navalha,
a barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha

a arquitetar na sombra a despedida
do mundo que te foi contraditório,
lembra-te que, afinal te resta a vida

com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída:
entrar no acaso e amar o transitório

(Carlos Pena Filho)"

Santander Cultural - Av. Rio Branco, 23, Bairro do Recife.
De terça a quinta feira, das 14h as 20hs
De sexta a domingo, das 14h as 22hs.

www.carlospenafilho.com.br

domingo, 7 de novembro de 2010

... (3)

"Enquanto a maioria acha que nosso cérebro controla as ações, frequentemente é o coração que tem o maior trabalho. Nos faz cometer as coisas mais doidas, mas também nos faz aventurar em coisas novas. Porque quando abrimos nosso coração podemos explorar um mundo de amor, nos surpreendendo com as pessoas que já estão em nossas vidas. Mas, infelizmente, nossos corações são muito sensíveis, e quando está partido tudo ao nosso redor se despedaça. É o escurecimento total do coração."